São Gonçalo do Rio Abaixo vai receber mais uma indústria, contribuindo para o processo de diversificação econômica do município. A empresa Bionow, focada na produção de biocarbono, avança para estabelecer sua primeira planta em São Gonçalo.
O empreendimento está previsto para o Distrito Industrial III. A companhia desenvolve soluções em biocarbono para aplicações metalúrgicas e térmicas.
A Bionow foi fundada em 2022 pela Vale. A partir deste mês de novembro, o controle do empreendimento passou a ser compartilhado com a Cenibra, que adquiriu 49,9% do capital social da empresa. O grupo reforçou que, conforme o planejamento atual, o início das operações está previsto para o final de 2027, com a primeira planta em São Gonçalo do Rio Abaixo.
O que é biocarbono?
É um produto sólido rico em carbono produzido a partir do aquecimento de biomassa (como resíduos de eucalipto), sob temperaturas e tempos controlados e em ambiente sem oxigênio.
O biocarbono de alta densidade produzido pela Bionow pode ser usado na agricultura para melhorar a qualidade do solo, reter água e nutrientes, ou em processos industriais como uma alternativa sustentável ao carvão mineral. Uma das principais características do biocarbono é que o material auxilia na redução de emissões de CO₂ na atmosfera, quando utilizado industrialmente.
Desenvolvimento econômico
As tratativas entre a Prefeitura de São Gonçalo e a Bionow seguem em curso desde o início deste ano. O memorando de entendimento entre as partes foi assinado em 29 de outubro pelo prefeito Nozinho, pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Gabriel Quintão, e pelo CEO da empresa, Ivan Fadel.
O prefeito Nozinho celebra o avanço das tratativas e o potencial impacto para o município. “A Bionow coloca São Gonçalo na rota da descarbonização. É uma indústria de alta tecnologia, que acelera a transição sustentável, gera empregos qualificados, traz renda para a região e faz da cidade uma referência em inovação verde”, exaltou.
“Este investimento marca um passo estratégico para a concretização de um futuro positivo para a natureza, por meio da entrada no mercado de biocarbono, que deverá reduzir o impacto ambiental e apresentar um crescimento significativo”, destacou o grupo japonês Oji Holdings, controlador da Cenibra, em comunicado à imprensa.
