Uma moção de repúdio ao episódio de injúria racial sofrido pela servidora pública Jamilly Jully, moradora de João Monlevade, foi aprovada na Câmara Municipal nesta quarta-feira (04).
A moção foi apresentada pela vereadora Maria do Sagrado (PT) e foi aprovada com 11 votos favoráveis e três votos contrários. Os vereadores Zuza do Socorro (Avante), Sinval da Luzitana (PL) e Dr. Sidney Bernabé (PL) votaram contra. Durante o processo de votação, Zuza disse que votou contra porque não estava ciente sobre o caso.
A moção de repúdio é uma forma oficial do poder Legislativo expressar desaprovação e indignação pública contra as ofensas racistas, misóginas e de cunho sexual dirigidas à vítima, caso que foi amplamente noticiado pela imprensa local. Neste caso, também é uma forma de mostrar apoio à Jamilly.
Autora do crime
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de João Monlevade, a autora é uma mulher de 34 anos, moradora do bairro Bom Retiro, em Ipatinga. Ela também é servidora do Sindcomércio do Vale do Aço, uma entidade sindical.
Na última sexta-feira (30/01) entramos em contato com o Sindcomércio para obter um posicionamento da instituição sobre o caso. O Sindcomércio afirmou que a equipe jurídica enviaria uma nota à imprensa, mas isso não ocorreu.
Conforme o documento da moção de repúdio, as práticas sofridas pela vítima configuram crime de racismo e representam uma afronta direta à dignidade humana, aos direitos fundamentais e aos princípios constitucionais da igualdade e do respeito. Ainda segundo o texto, “João Monlevade deve ser um território de respeito, diversidade e justiça social, onde não será tolerado discursos de ódio, violência racial ou ataques à honra e à dignidade das mulheres”.
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