A BR-381/MG se tornou, em 2025, a rodovia com o maior número de óbitos registrados, dentre todas as rodovias federais brasileiras.
Com base nos anuários estatísticos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de 2024 e 2025, a BR-381, especificamente no trecho que corta o estado de Minas Gerais, consolida-se como uma das rodovias mais críticas do país em termos de segurança viária.
Em 2024, a BR-381/MG registrou 2.793 acidentes, ocupando a 3ª posição nacional. Em 2025, esse número subiu levemente para 2.845, mantendo-se na mesma colocação.
O número de feridos também apresentou crescimento, passando de 3.480 em 2024 (3ª posição) para 3.524 em 2025. Com esse aumento, a rodovia subiu para a 2ª posição nacional em registros de feridos no último ano.
Embora o número absoluto de mortes tenha caído de 169 (em 2024) para 158 (em 2025), a BR-381/MG passou a ocupar o 1º lugar no ranking nacional de rodovias com mais mortes em 2025.

Vale ressaltar que Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do país, dessa forma, tende a concentrar grande número de acidentes e mortes nas rodovias federais.
A combinação entre tráfego intenso, circulação de caminhões, áreas urbanizadas e alto fluxo diário pode explicar os índices elevados.

Infrações de trânsito disparam
Houve um aumento expressivo no número de multas aplicadas na BR-381/MG, sugerindo um reforço na fiscalização ou um aumento no desrespeito às normas. O salto foi de 192.395 infrações em 2024 (11º lugar) para 337.548 em 2025, subindo para a 8ª posição no ranking nacional.
O aumento acentuado no número de infrações detectadas (crescimento superior a 75% em MG) indica que, apesar da fiscalização mais intensa, o comportamento dos condutores e as condições da via continuam gerando resultados trágicos.
E no Brasil?
Ao contrário do que ocorre na BR-381/MG, o balanço geral das rodovias federais do Brasil registrou uma diminuição dos sinistros de trânsito, mortes e feridos. As três estatísticas apresentam queda nos registros em 2025, em comparação com 2024. Os principais tipos de sinistros de trânsito foram, mais uma vez, as colisões traseiras.
Outro índice que chama a atenção é a letalidade das rodovias de pistas simples em comparação às de pista dupla. Enquanto morreram 4.143 pessoas em vias simples, nas duplas foram 1.603 vítimas. A explicação para essa diferença está nas colisões frontais, com alto potencial de letalidade, nos locais onde há apenas uma faixa de circulação. Esse abismo estatístico demonstra que a diminuição das colisões frontais letais depende diretamente de obras de duplicação, e não apenas de comportamento humano.
Também foi registrado aumento das infrações, e as autuações por excesso de velocidade atingiram recorde histórico.
A PRF também realizou ações de prevenção e combate à criminalidade, que incluem apreensões de drogas e armas, crimes ambientais e resgate de pessoas. No enfrentamento às drogas, foram mais de 760 toneladas de entorpecentes apreendidos em todo o Brasil no ano passado.
Os Anuários Estatísticos da Polícia Rodoviária Federal estão disponíveis AQUI.
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