A criação do Programa Bolsa Atleta foi aprovada na Câmara de João Monlevade, em reunião realizada na última quarta-feira (03). Na ocasião, os vereadores apontaram que o valor inicial é considerado baixo e insuficiente diante da demanda dos atletas do município.
O programa é uma novidade muito aguardada, que oferecerá apoio financeiro a atletas e paratletas não profissionais, além de técnicos.
A Prefeitura de João Monlevade prevê que o Bolsa Atleta seja implementado com um investimento de R$ 53 mil para 2026. O recurso será convertido em um auxílio financeiro mensal pago individualmente aos atletas.
Durante a sessão na Câmara, a maioria dos vereadores aprovou a medida, embora tenham surgido críticas quanto ao valor previsto para o programa, considerando a expectativa gerada pela aprovação do projeto.
Como os vereadores se posicionaram sobre o Bolsa Atleta?
O vereador Bruno Cabeção (Avante) destacou que o Bolsa Atleta é um sonho antigo dos esportistas da cidade e que o projeto chega para suprir uma carência histórica de incentivos do poder público. Quanto ao valor, ponderou que o Bolsa Atleta pode não pagar sequer a gasolina de um atleta ou os suplementos básicos de certas modalidades.
O vereador Revetrie Teixeira (MDB) também manifestou insatisfação com o montante destinado ao programa. “Vamos, pessoal, dar as mãos e socorrer o esporte. É uma área que tá carente em João Monlevade. É uma secretaria que tem o mínimo de recurso possível e R$ 50 mil para o bolsa atleta, para mim, é um tapa na cara da sociedade”, disse Revetrie.
Para Leles Pontes (Republicanos), o valor de R$ 50 mil é uma "semente que foi lançada" e que o município e a Câmara vão trabalhar para aumentar esse montante, visando dar melhores condições aos atletas locais competirem regionalmente.
Por sua vez, o vereador Thiago Titó (MDB) expressou preocupação sobre a capacidade de atender a demanda enorme de atletas da cidade com o recurso que considera "irrisório". Ele enfatizou que é preciso tratar o orçamento (LDO/LOA) com seriedade para aprimorar o programa futuramente.
Já o vereador Marquinho Dornelas (Republicanos) reforçou que a prefeitura não pode “vender ilusão” para as pessoas a partir desse projeto, pois o recurso é escasso e a implementação dos critérios de seleção pode gerar frustração.
O vereador Dr. Sidney (PL) foi o único que votou contra o projeto do Bolsa Atleta. Em sua fala, ele criticou duramente a forma como o Executivo enviou o projeto, causando suspensões de reuniões na Câmara. Ele marcou seu repúdio à prefeitura e disse que foi um desrespeito com os vereadores. “Estou votando contra a interrupção que o presidente vai ter que fazer, porque ele não vai dar conta de cumprir a reunião”, justificou Dr. Sidney.
Sinval Dias (PL) declarou que, quando a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual) chegarem à Câmara, a Câmara fará emendas para ampliar o recurso do Bolsa Atleta. O vereador enfatizou que o Legislativo tem o poder de "tirar da onde achar suficiente" para passar para o esporte e que o governo será obrigado a cumprir o que for decidido no orçamento.
Em seguida, a vereadora Maria do Sagrado (PT) interrompe a fala do vereador para dizer que ele estava desviando o assunto da declaração de voto.
Ainda em sua fala, o vereador Sinval questionou o conhecimento da vereadora Maria sobre trâmites legislativos e orçamentários, afirmando: "Se a vereadora não entende de política, tem que estudar então."
Devido ao tom de Sinval, o presidente da Câmara interveio, pedindo para que se mantivesse o "respeito com os colegas". Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que Sinval Dias desrespeita Maria do Sagrado em reunião na Câmara.
