A publicação de informações pela imprensa e por sites locais foi o motivo que levou o investigado por crimes sexuais em João Monlevade, a tentar fugir. Essa afirmação é da delegada Camila Alves, chefe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de João Monlevade.
Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (12), a delegada disse que a existência do indivíduo e as suspeitas de pedofilia foram veiculadas antes da deflagração da prisão. Como essa divulgação não partiu de fontes oficiais da polícia, o suspeito foi alertado, o que "acabou prejudicando a investigação" e motivou sua tentativa de fuga rumo a Belo Horizonte.
A polícia não foi provocada para passar esse tipo de informação, que acabou prejudicando a investigação, que foi o motivo pelo qual ele tentou evadir.
Diante das notícias, a Polícia Civil precisou agilizar o cumprimento do mandado de prisão preventiva. O homem foi capturado em um cerco policial no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sabará, portando malas e dinheiro.
A delegada ressaltou a necessidade de cautela por parte da imprensa, pedindo que informações sobre investigações complexas sejam obtidas apenas através de canais oficiais (como a assessoria de imprensa) para evitar que suspeitos sejam alertados e consigam escapar. “É um trabalho que é feito de forma muito séria, não é fácil, é complexo. A gente precisa seguir a lei”, completou Camila.
A polícia destacou que, embora o trabalho tenha sido bem-sucedido graças a uma denúncia anônima e a colaboração da empresa Gontijo e da PRF, a divulgação antecipada colocou em risco o resultado da investigação.
Vale ressaltar que estiveram presentes na coletiva de imprensa da Polícia Civil jornalistas do Expresso Monlevade, portal Notícia 1, Diário de Itabira, O Popular e jornal A Notícia.
