Procon fiscaliza postos de combustíveis em João Monlevade
Devido ao aumento dos preços, o órgão acompanha de perto a situação e atua pra garantir os direitos dos consumidores; saiba mais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Procon de João Monlevade está acompanhando a situação relacionada ao aumento dos preços dos combustíveis. As ações ocorrem em alinhamento com as diretrizes dos órgãos de defesa do consumidor.
Até a data de publicação desta matéria, o preço da gasolina está custando em média R$ 6,49 nos postos da cidade, enquanto o diesel custa por volta de R$ 7,37. Ao longo da última semana, consumidores também notaram períodos em que alguns estabelecimentos ficaram desabastecidos de gasolina comum.
O Procon de João Monlevade informou que por se tratar de procedimentos fiscalizatórios, não é possível detalhar as operações em andamento, para não comprometer a efetividade das ações.
A fiscalização faz parte das atribuições do Procon e ocorre de forma contínua, visando garantir a transparência e coibir possíveis práticas abusivas.
Aos consumidores, a orientação é que fiquem atentos às variações de preços e registrem denúncias sempre que houver suspeita de irregularidade. O Procon de Monlevade fica localizado na Rua Lucinda Soares da Fonseca, nº 36, no bairro JK, no Posto Uai.
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Procon explica
As fiscalizações acontecem diante de variações nos preços, que têm gerado dúvidas na população e questionamentos sobre a legalidade de determinados reajustes.
Segundo o Procon do Ministério Público de Minas Gerais, embora os preços dos combustíveis não sejam tabelados no Brasil e sejam definidos em ambiente de livre concorrência, essa liberdade não é absoluta. A legislação proíbe, expressamente, a elevação de preços sem justa causa, bem como a obtenção de vantagem manifestamente excessiva.
O órgão ressalta que nem todo aumento de preço é irregular. O valor final praticado pelos postos pode variar em função de fatores como custo de aquisição junto às distribuidoras, despesas operacionais, logística, tributos e características do mercado local. Por isso, a análise sobre eventual abusividade deve ser feita de forma técnica, individualizada e com base em elementos concretos.
Durante as fiscalizações, os estabelecimentos poderão ser notificados a apresentar documentação que comprove a regularidade da formação de preços.

Kinderlly Brandão
Jornalista na Rádio Alternativa 91.1 FM. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Também trabalhei na redação do Portal Mais Minas e Jornal de Brasília. Natural de São Domingos do Prata.







