Zuza do Socorro pede suspensão de contrato da Câmara com escritório de advocacia após operação da PF
Segundo o requerimento do vereador, o escritório Prates e Bueno foi citado na operação Risco Biológico. A empresa recebe cerca de R$ 25 mil mensais da Câmara de João Monlevade
Vereador Zuza do Socorro. Foto: reprodução/CMJM/YouTube
A Operação Risco Biológico, deflagrada pela Polícia Federal em João Monlevade, motivou um requerimento na Câmara Municipal solicitando a suspensão imediata de um contrato com o escritório Prates e Bueno Advocacia.
De acordo com o requerimento apresentado nesta quarta-feira (18), os sócios do escritório foram citados no âmbito da operação da PF. A empresa possui contrato com a Câmara Municipal para a prestação de serviços jurídicos especializados. O requerimento foi apresentado pelo vereador Zuza do Socorro (Avante) e é apoiado por outros vereadores.
A Câmara possui um contrato com o escritório Prates e Bueno pelo valor mensal de R$ 25.055,82. O contrato soma R$ 601 mil pelo período total de 24 meses.
O requerimento argumenta que a interrupção dos serviços e dos pagamentos ao escritório é uma medida preventiva essencial para proteger o patrimônio público e a moralidade administrativa enquanto as investigações ocorrem.
Além da suspensão, o pedido exige a abertura de um processo administrativo interno para verificar se a empresa ainda possui idoneidade para prestar consultoria ao Poder Legislativo.
O documento também solicita que a contratada apresente esclarecimentos oficiais sobre as investigações amplamente divulgadas pela imprensa. Por fim, requer que a Mesa Diretora decida pela manutenção, revisão ou rescisão definitiva do contrato, baseando-se nos princípios da legalidade e do interesse público.
Vale destacar que o escopo dos serviços jurídicos prestados pela empresa é similar às atividades atividades de assessoria institucional e administrativa sob investigação, o que exige atenção redobrada quanto à preservação da integridade das contratações públicas.
O objetivo do requerimento é resguardar a credibilidade da Câmara de João Monlevade enquanto os fatos são apurados. O documento reforça que tais medidas possuem caráter preventivo, sem emitir qualquer juízo de culpabilidade, tampouco antecipar conclusões que competem exclusivamente às autoridades investigativas e ao Poder Judiciário.
Relembre a operação
A operação apura supostos desvios de recursos públicos na ordem de R$ 40 milhões do Conselho Federal de Biomedicina. Trata-se de um esquema de corrupção que desviava dinheiro por meio de contratos irregulares.
Durante as investigações, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes pontos de João Monlevade. Saiba mais sobre a Operação Risco Biológico.

Kinderlly Brandão
Jornalista na Rádio Alternativa 91.1 FM. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Também trabalhei na redação do Portal Mais Minas e Jornal de Brasília. Natural de São Domingos do Prata.







