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Prefeitura de João Monlevade estima orçamento de R$ 550 milhões para 2027, mas prevê déficit de R$ 12,5 milhões

Aprovada na Câmara, Lei de Diretrizes Orçamentárias liga sinal de alerta. Os gastos com despesas e investimentos primários superam as receitas previstas para o ano que vem. Entenda a situação

Prefeitura de João Monlevade estima orçamento de R$ 550 milhões para 2027, mas prevê déficit de R$ 12,5 milhões
Foto: Kinderlly Brandão

O orçamento previsto para 2027 em João Monlevade estima que a receita e a despesa totalizem R$ 550 milhões, conforme apresentado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Aprovada na última reunião na Câmara de João Monlevade, a LDO define as prioridades nos gastos públicos para o próximo ano.

Apesar do equilíbrio entre a receita e a despesa totais, a prefeitura prevê um resultado primário negativo de R$ 12,5 milhões em 2027. Isso significa que o governo municipal poderá gastar mais do que deverá arrecadar. Assim, as receitas primárias (arrecadação com impostos, taxas e contribuições) serão insuficientes para cobrir as despesas primárias (gastos com manutenção da máquina pública e investimentos essenciais) no ano.

A prefeitura justifica esse déficit primário pela necessidade de ampliar despesas para manter serviços essenciais, executar políticas públicas prioritárias e dar continuidade a investimentos, tudo isso em um cenário de pressões inflacionárias e aumento de gastos obrigatórios. Isso inclui a continuidade de investimentos municipais em áreas como saúde, educação e infraestrutura urbana.

Apesar do déficit primário, o governo municipal ressalta que o resultado negativo não compromete a sustentabilidade financeira do município.

Durante a reunião na Câmara, o vereador Marquinhos Dornelas (Republicanos) fez um alerta sobre o déficit: “Nós já estamos prevendo arrecadar menos do que estamos prevendo gastar. Precisamos ligar o alerta. No fim do ano vem a LOA e espero que o Executivo envie para esta casa um projeto mais equilibrado.” Marquinhos também solicitou informações adicionais à prefeitura para entender melhor como esse déficit conviverá com a projeção de melhora na dívida pública.

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Já o vereador Dr. Sidney Bernabé (PL) reforçou que a conta não bate e que a previsão de arrecadação de R$ 550 milhões parece "muito otimista" diante das despesas.

LDO foi aprovada com emenda pelos vereadores em João Monlevade. Foto: Kinderlly Brandão

Emenda reduz limite permitido para prefeitura remanejar recursos

Na reunião na Câmara na semana passada, os vereadores também aprovaram uma emenda para reduzir os limites para a abertura de créditos adicionais suplementares pelo Poder Executivo. A emenda propôs reduzir o percentual de remanejamento de recursos que a prefeitura pode fazer livremente, sem autorização da Câmara, de 30% para 15% (subdividido em 10% para superávit financeiro e 5% para excesso de arrecadação).

De acordo com a emenda, a medida fortalece o planejamento orçamentário, preserva a participação do poder legislativo nas alterações relevantes do orçamento e confere coerência, clareza e segurança jurídica à autorização legislativa.

A emenda foi aprovada por treze votos. A líder do governo, vereadora Maria do Sagrado (PT), justificou seu voto contrário. “Se recebemos um excesso de emendas parlamentares que ultrapasse os 5% nós comprometemos a eficiência da aplicação dela, principalmente em determinadas políticas públicas”, afirmou a vereadora.

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