O padre Jefferson Cruz Veronês disse nessa sexta-feira (12) que interditou a histórica Igreja São José Operário, em João Monlevade, após o local ficar sem energia devido a falhas no sistema elétrico. A interdição ocorre dias após a Prefeitura de João Monlevade depositar R$ 500 mil na conta da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, proprietária e responsável pela Igreja.
O depósito do valor foi realizado na terça-feira, dia 2 de junho. A Prefeitura de João Monlevade garante que o recurso foi transferido para a conta Diocese. O valor repassado é destinado ao projeto de restauração e requalificação da Igreja São José Operário e da Gruta Nossa Senhora de Lourdes.
Os recursos transferidos vêm de diferentes instituições do município. Do montante de R$ 500 mil, R$ 150 mil correspondem à contribuição da Câmara Municipal, R$ 150 mil à contrapartida da Prefeitura de João Monlevade e R$ 200 mil ao aporte do Fundo Municipal de Preservação Cultura sob gestão da Fundação Casa de Cultura.
Padre critica secretária de cultura de João Monlevade
Em vídeo publicado no Instagram, o padre cita e critica diretamente a diretora da Fundação Casa de Cultura, Nadja Lírio. Segundo ele, Nadja colocou obstáculos e empecilhos para que as obras da reforma aconteçam. No entanto, no vídeo, o padre não diz quais entraves foram colocados pela secretária de cultura.
“Que a senhora possa ver esse vídeo e a situação que está e, por gentileza, parar de colocar empecilho para que as obras aconteçam, porque o projeto já está feito, já foi aprovado no conselho da secretaria da Casa de Cultura”, disse o padre Jefferson.
Ele ainda explica que, embora reformas parciais tenham ocorrido recentemente, a fiação crítica não foi substituída, resultando em uma interrupção total de energia. Como solução temporária, as celebrações e missas foram transferidas para um local alternativo.
Prefeitura vai reunir com o padre
Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de João Monlevade disse que aguardará a reunião agendada para a próxima semana para se manifestar oficialmente, por uma questão ética e de respeito a todas as partes envolvidas.
“Acreditamos que o diálogo e respeito institucional são as diretrizes que nos norteiam e seguiremos firmes neste propósito, em prol do bem comum”, disse a Prefeitura.
