Faleceu neste domingo (17), em Belo Horizonte, José Alberto Grijó, aos 77 anos. Ele estava internado na capital mineira há vários dias para tratamento de saúde. A partida de Grijó é uma grande perda para João Monlevade e região.
Ele estava à frente da Associação São Vicente de Paulo (ASVP), mantenedora do Hospital Margarida, grande referência em saúde para o Médio Piracicaba.
O Hospital Margarida comunicou o falecimento com profundo pesar, destacando o espírito humano de Grijó, e decretou luto oficial de três dias. Ele estava em seu terceiro mandato na provedoria da instituição filantrópica. Sua primeira gestão ocorreu entre 2014 e 2016. Ele retornou ao comando do hospital em 2020 e foi reeleito em 2022.
Durante suas gestões, Grijó trabalhou intensamente para fortalecer a credibilidade e a imagem institucional do Margarida. Para equilibrar o caixa da entidade, ele costurou acordos com lideranças locais, regionais e políticos de diferentes partidos. Também foi o responsável por dar fôlego às obras de expansão física do prédio do hospital, com o objetivo de oferecer serviços de alta complexidade para a população.
Nascido em Dom Silvério, em 1948, José Alberto Grijó trabalhou desde cedo no comércio e em bancos. Em 1966, foi transferido para a agência de João Monlevade, onde se estabeleceu e formou família. Em 1972, o Banco de Minas Gerais foi adquirido pelo Banco Real, momento em que assumiu o cargo de Procurador Chefe da instituição. Em 2003, aposentou-se como Gerente Operacional do Banco Real, onde trabalhou por muitos anos. Também foi membro da Loja Maçônica Luz do Vale.
Além da atuação na saúde, Grijó também é reconhecido por sua sensibilidade humana e empatia, valores fundamentais em sua trajetória. A morte de José Alberto Grijó gerou imediata comoção entre autoridades, entidades de classe e instituições da região.
José Alberto Grijó deixa a esposa, Maria Denise Alves Simões Grijó; dois filhos, Euler e Paola; e uma neta. Os horários do velório e do sepultamento ainda serão divulgados pelos familiares.

