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Grupo de Marquinhos Dornelas quer antecipar eleição da futura mesa diretora da Câmara de João Monlevade

Nove vereadores assinam projeto para adiantar a votação que vai eleger o novo presidente da Câmara para o próximo biênio. Atual presidente, Fernando Linhares questiona a pressa. Entenda o caso

Vereadores do grupo de Marquinhos Dornelas propõem adiantar eleição para a presidência da Câmara de Monlevade
Foto: Kinderlly Brandão.

Os vereadores do grupo político que apoia a candidatura de Marquinhos Dornelas (Republicanos) para a presidência da Câmara de João Monlevade propõem antecipar a votação para eleger a futura mesa diretora do legislativo para o biênio 2027/2028. 

Além do próprio Marquinhos, o grupo é composto, até o momento, por outros oito vereadores: Vanderlei Miranda (Podemos), Alysson Enfermeiro (Avante), Carlinhos Bicalho (Progressitas), Leles Pontes (Republicanos), Sidney Bernabé (PL), Sinval Jacinto (PL), Thiago Titó (MBD) e Zuza do Socorro (Avante).

Todos eles assinam um projeto de resolução que visa alterar o regimento interno da Câmara para antecipar a eleição da Mesa Diretora para o dia 1º de outubro. O documento foi lido durante a reunião na Câmara nessa quarta-feira (15). Conforme o regimento atual, a eleição para a presidência está prevista para acontecer na primeira quinzena de dezembro.

Atualmente, o cargo de presidente da Câmara é ocupado pelo vereador Fernando Linhares (Podemos), que está em seu segundo mandato consecutivo na função e não pode disputar uma reeleição para a presidência.

Por que adiantar a eleição para a mesa diretora?

Carlinhos Bicalho explicou que o objetivo da antecipação é permitir que os eleitos tenham tempo para realizar um processo de transição e aprendizado sobre a gestão da Câmara antes de assumirem em janeiro, evitando atrasos nos atendimentos à população no segundo biênio.

A justificativa também destaca que a Câmara hoje gerencia a Unidade de Atendimento Integrado (Posto UAI) em parceria com o Estado. Como essa gestão envolve responsabilidades contratuais, operacionais e de pessoal complexas, uma transição planejada é considerada essencial pelos nove vereadores para evitar a descontinuidade dos serviços prestados ao cidadão.

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O vereador Marquinhos Dornelas declarou ser candidato à presidência da Câmara. Foto: Kinderlly Brandão.

O grupo também argumenta que haverá uma melhor organização das providências relacionadas ao planejamento administrativo, orçamentário e legislativo para o biênio seguinte.

Clima de união e harmonia

A chapa para a eleição da futura mesa diretora da Câmara Municipal parece ser sólida. O grupo foi descrito como estando em total união e transparência, sem interesses escusos. Marquinho Dornelas afirmou que, embora existam divergências, a intenção é ter uma Câmara unida e forte.

Durante a reunião, foi enfatizado que a chapa não possui interferência do prefeito Dr. Laércio Ribeiro (PT) ("sem dedo do executivo"). Sinval afirmou ainda que o grupo é formado por pessoas íntegras e que não aceitarão ofertas de cargos ou secretarias em troca de votos, visando valorizar o legislativo.

Marquinhos reconheceu que a construção do grupo passou pelas mãos do vereador Sinval, o decano da casa. Foto: Kinderlly Brandão.

Já Dr. Sidney se autodefiniu como um "vereador independente", mas reiterou seu apoio total ao grupo e à candidatura de Marquinhos, afirmando que o perfil dos membros não é de "arredar o pé" do compromisso firmado. O vereador ainda sugeriu que o grupo fosse chamado de "harmonia", inspirado no nome de uma loja maçônica, ressaltando que o grupo está unido. 

Talvez eu te chame aí também de presidente nos próximos discursos.

Dr. Sidney Bernabé para Marquinhos Dornelas


Vale ressaltar que é necessário o voto de dez vereadores para que o projeto de resolução para antecipar a eleição da mesa diretora seja aprovado.
Fernando Linhares questiona a necessidade de antecipação
Em contrapartida, o atual presidente, Fernando Linhares, questionou a necessidade de antecipação da eleição para a mesa diretora, afirmando que a transição na Câmara é simples (apenas a "passagem do bastão"). Segundo ele, não há coerência em alterar o regimento apenas por "emoção". 
Esta mesa diretora toma todas as decisões até o dia 31 de dezembro, independente de quando acontecer as eleições da mesa. 

Fernando Linhares

Por fim, o grupo manteve-se firme na defesa da proposta de antecipar a eleição da mesa diretora para o próximo biênio.

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