O Instituto Galo levou o mascote Galo Doido a João Monlevade no final da semana passada. Em uma série de visitas, o mascote passou pela Apae do município, pela Escola Estadual Luiz Prisco de Braga e pelo Hospital Margarida.
Além disso, o mascote também fez uma surpresa para a atleticana dona Rita Bicalho, que comemorou seus 101 anos de vida. A visita celebrou uma trajetória de amor pelo clube que atravessa gerações.
O Galo Doido transmitiu alegria por onde passou, transformando a rotina de centenas de pessoas por meio da paixão pelo Atlético e do poder do afeto.
Apae
A primeira parada foi na APAE de João Monlevade, que atende cerca de 60 usuários, com idades entre 15 e 70 anos. Entre cantos do hino do Atlético e muita animação ao som de “Vou Festejar”, música tradicionalmente entoada pela massa atleticana, os participantes viveram uma manhã marcada pela emoção.
Fanático pelo Clube, Wanderlan Ian, de 21 anos, realizou um sonho ao encontrar o Galo Doido pela primeira vez. “Sou atleticano desde que eu nasci. Foi a primeira vez que vi o Galo Doido. Foi legal, gostei muito e diverti bastante. Estava ansioso e gostei demais”, disse.
Para a diretora da instituição, Jacqueline Soares, o momento ficará marcado para sempre na memória dos usuários.

Escola Luiz Prisco
Na sequência, o Galo Doido visitou a Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, onde foi recebido por mais de mil estudantes dos ensinos Fundamental II e Médio, distribuídos entre os turnos da manhã e da tarde. A visita reuniu todos os alunos em um ambiente de respeito e integração.
Para o diretor Wagner Ribeiro, a presença do mascote vai além da paixão pelo futebol.
“Quando a gente trabalha dentro da escola valores como respeito e educação, o que aconteceu hoje mostra isso muito claramente. Temos alunos de torcidas diferentes convivendo e se respeitando. Além disso, aqui no interior é muito difícil ter um contato tão próximo com o Galo Doido. Para muitos desses jovens, foi uma oportunidade única”, disse o diretor.
Hospital Margarida
Encerrando a programação, o Instituto Galo levou a ação ao Hospital Margarida. O Galo Doido percorreu as alas de clínica SUS masculina e feminina, pediatria, maternidade e hemodiálise, levando conforto, esperança e muitos sorrisos a pacientes, acompanhantes e colaboradores.
Funcionário do hospital e torcedor apaixonado, Ronan Marcos não escondeu a emoção. “É muita alegria. O hospital é um lugar muito triste e uma visita como essa traz paz, emoção e esperança para todo mundo, tanto para os pacientes quanto para os funcionários. Fico muito emocionado”.

A assistente social Rose Vasconcelos destacou o impacto das ações humanizadoras no ambiente hospitalar. “O cuidado vai muito além dos medicamentos. Ele também acontece por meio do aconchego, do carinho e dessas ações que conseguem tocar os corações. São momentos que transformam, acolhem e mostram o quanto somos capazes de fazer o bem”, disse Rose.
Entre os pacientes, um dos encontros mais marcantes foi com Ana Júlia Perdigão, atleticana apaixonada que estava internada desde o início da semana. Ao saber que o Galo Doido passaria pelo hospital, viveu um momento que definiu como um presente. “Eu estava muito triste por estar internada. Quando soube que o Galo Doido vinha aqui, senti como um sinal de Deus para mim. Eu só queria um abraço dele. Acabou com 80% da minha tristeza. O Galo é a minha vida!”, contou.
Aniversariante atleticana
O Instituto Galo também levou o Galo Doido para participar da festa e surpreender a aniversariante Rita Bicalho, que comemorou seus 101 anos.
Atleticana desde a juventude, dona Rita conta que o amor pelo clube nasceu dentro de casa. “Meus irmãos todos eram do Atlético. E meu marido também e amava mesmo o Atlético. Então, é por isso que eu sou”, relembrou. Ao falar sobre a visita do mascote, ela não escondeu a emoção. “Nunca tive essa oportunidade, mas hoje eu estou feliz com essa reunião de todos aqui, sou mais do que feliz. Alegria sempre é bem-vinda na nossa família”.
A ideia da homenagem partiu do genro de dona Rita, Ricardo Simões. Após ver uma publicação do Instituto Galo nas redes sociais, ele entrou em contato para saber se seria possível realizar a surpresa.
“Nós ficamos muito felizes quando vocês confirmaram que viriam. Ela assiste todos os jogos do Galo, era admiradora do Hulk e pensamos que seria uma ótima oportunidade de fazer essa homenagem. Grande parte da família é atleticana e, graças a Deus, deu tudo certo”, contou.

A paixão pelo Atlético também acompanha o irmão de dona Rita, Raimundo Moreira, de 97 anos. Torcedor desde os tempos em que acompanhava as partidas pelo rádio, ele fez questão de participar da comemoração e conhecer o Galo Doido. “Foi uma maravilha. Sou muito feliz em ver essa turma dedicada que ainda conserva a paixão pelo Galo. Muito obrigado pela presença de vocês aqui”, agradeceu.
Para o filho da aniversariante, Flávio Bicalho, a visita ficará marcada na história da família e ajudará a perpetuar o sentimento alvinegro entre as novas gerações.
“A presença do Galo Doido aqui foi muito especial. Ela comemorando 101 anos… isso vai ficar para a memória afetiva das crianças que estão aqui hoje, dos meus netos e dos meus sobrinhos”, afirmou. Ele também destacou que a paixão pelo clube sempre esteve presente dentro de casa. “Meu pai incentivava muito, gostava de esportes e do futebol. A gente cresceu encantado com o Galo e isso contaminou toda a família. Hoje são raros os que não são atleticanos”.
O Instituto Galo mostra que o futebol também é capaz de aproximar pessoas, despertar lembranças e transformar momentos simples em memórias inesquecíveis. Durante sua passagem por João Monlevade, o Galo Doido distribuiu muitos abraços, fotos, música, emoção e gestos de carinho. Mais do que aproximar o clube da comunidade, a presença do mascote reforçou a missão do Instituto Galo de levar acolhimento, inclusão e esperança por onde passa.
*Com informações do Instituto Galo.
