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Entenda as reivindicações dos trabalhadores após manifestação na porta da ArcelorMittal

Trabalhadores pedem respeito e jornada de trabalho mais justa; entenda o que está acontecendo

Trabalhadores pedem respeito e jornada de trabalho justa em manifestação na porta da ArcelorMittal
Foto: reprodução/Sindmon-Metal

Na manhã desta quinta-feira (21), trabalhadores metalúrgicos e representantes sindicais realizaram uma mobilização na porta da ArcelorMittal em João Monlevade. O ato teve como objetivo protestar pacificamente contra as condições de trabalho impostas pelo turno fixo e as decisões unilaterais tomadas pela ArcelorMittal.

O presidente do Sindmon-Metal, Flávio Cordeiro de Paiva, pede a compreensão da população, visto que o sindicato está manifestando por mais dignidade para o trabalhador da usina e suas famílias. 

Entenda as principais reinvindicações:

Implementação da jornada 4x4

A principal reivindicação da categoria é a adoção da escala 4x4 (quatro dias de trabalho seguidos por quatro dias de folga). Segundo o Sindmon-Metal, esse modelo já é aplicado em outras unidades da ArcelorMittal no Brasil e é visto como a solução ideal para garantir o equilíbrio entre a vida profissional, o convívio familiar e a saúde do trabalhador.

Críticas ao turno fixo

A escala em vigor atualmente para mais de 600 trabalhadores são três turnos fixos: das 07h às 15h, das 15h às 23h e das 23h às 07h.

O presidente do Sindmon-Metal classificou a medida como "desumana", destacando que os operários são submetidos a seis noites ou seis tardes consecutivas de trabalho. Essa rotina, segundo Flávio, elimina o convívio social e aumenta o desgaste físico em uma usina que tem potencial muito alto de causar acidentes graves ou fatais.

Redução salarial e perda de benefícios

Um dos pontos de maior indignação é o impacto financeiro direto no contracheque dos trabalhadores. Com a mudança para o turno fixo, muitos perderam o adicional noturno, o adicional de turno e a chamada "vantagem pessoal". O sindicato afirma que essa redução salarial prejudica o sustento das famílias e gera revolta na base, que se sente desvalorizada pela empresa.

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Rejeição de propostas da empresa

A mobilização ocorre após os trabalhadores do turno fixo terem rejeitado, em assembleia, quatro opções de escala de revezamento apresentadas pela ArcelorMittal. O movimento sindical alega que a empresa desconsiderou a vontade dos trabalhadores ao manter o turno fixo mesmo após a negativa da categoria.

Flávio disse ainda que a ArcelorMittal tratou os trabalhadores com desrespeito ao ignorar o resultado da assembleia.

Foto: reprodução/Metabase Itabira

Apoio de outros sindicatos

O movimento não está isolado. O ato contou com o apoio de diversas entidades, como a CUT Regional Vale do Aço, Metabase Itabira, Sintramon, Metasita de Timóteo e outras organizações de diferentes cidades.

Possibilidade de greve

A tensão entre a empresa e os trabalhadores pode escalar nos próximos dias. Uma Assembleia Geral Extraordinária está convocada para esta sexta-feira (22), na sede do sindicato. Na pauta, os trabalhadores decidirão sobre a autorização para suscitar dissídio coletivo ou tomar medidas mais drásticas, incluindo a deflagração de greve, caso as negociações sobre os turnos de revezamento não avancem.

Veja o que Flávio Cordeiro disse sobre a mobilização:

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