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Bruno Cabeção aciona Ministério Público pra apurar possível falta de suporte a aluno com TDAH e dislexia

Segundo o vereador, houve um possível descumprimento de direitos de um estudante com transtornos específicos em escola estadual de João Monlevade; saiba mais

Bruno Cabeção aciona Ministério Público pra apurar possível falta de suporte a aluno com TDAH e dislexia
Foto: divulgação

O vereador Bruno Cabeção (Avante) acionou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nesta quarta-feira (08), para investigar um possível caso de falta de suporte e apoio previsto em lei, a um aluno com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dislexia e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) em João Monlevade. A situação estaria relacionada à Escola Estadual Luiz Prisco de Braga.

Com isso, Bruno encaminhou uma representação ao MPMG solicitando a apuração de possível descumprimento da legislação que assegura o direito à educação inclusiva de estudantes transtornos específicos de aprendizagem.

A demanda chegou ao gabinete do parlamentar por meio do relato de uma mãe que buscava garantir ao filho o acesso às adaptações pedagógicas previstas em lei.

Família tentou resolver com a escola

Segundo o relato, antes de procurar o Poder Legislativo, a família buscou resolver administrativamente a situação junto à instituição de ensino, apresentando laudos médicos e psicológicos e formalizando um requerimento com pedidos de acompanhamento pedagógico individualizado, adaptações nas avaliações, ampliação do tempo para realização das provas e elaboração do Plano de Atendimento Individualizado (PAI).

De acordo com a documentação apresentada, a família foi posteriormente informada de que a escola não teria condições de oferecer o atendimento solicitado. Com isso, nenhuma medida concreta de apoio ao aluno teria sido implementada.

Para Bruno Cabeção, a situação precisa ser apurada pelos órgãos competentes.

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“Quando uma família procura nosso gabinete depois de tentar resolver a situação diretamente com a escola e relata que um direito garantido por lei não está sendo assegurado, temos o dever institucional de buscar a apuração dos fatos. Nosso compromisso é defender o direito à educação e garantir que a legislação seja efetivamente cumprida.”

Um dos pontos destacados na representação é a aparente contradição entre o caso relatado e o posicionamento recente da própria rede estadual de ensino. Recentemente, o Ministério Público divulgou que uma recomendação expedida à Superintendência Regional de Ensino foi atendida, com a adoção de medidas voltadas à inclusão e ao acompanhamento pedagógico de estudantes com TDAH.

Direitos previstos em lei

Na representação, Bruno Cabeção ressalta que a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei Federal nº 14.254/2021, a Resolução SEE nº 5.150 e a Lei Municipal nº 2.747/2025 asseguram aos estudantes com transtornos específicos de aprendizagem o direito ao acompanhamento educacional adequado e às adaptações pedagógicas necessárias.

Estudos científicos demonstram que a ausência de identificação precoce e do suporte pedagógico adequado a estudantes com TDAH e transtornos específicos de aprendizagem pode comprometer o desempenho escolar, aumentar o risco de repetência, evasão escolar, sofrimento emocional e provocar impactos que podem acompanhar esses jovens ao longo da vida. 

O vereador solicita que o Ministério Público apure os fatos, requisitando informações aos órgãos competentes e adotando as medidas necessárias para garantir o cumprimento da legislação e a efetivação do direito à educação inclusiva.

“Educação inclusiva não é um favor. É um direito garantido por lei. Nossa atuação busca assegurar que toda criança tenha acesso às condições necessárias para aprender, desenvolver seu potencial e permanecer na escola com dignidade. Nenhuma criança deve ter seu futuro limitado pela falta de cumprimento de um direito que já está previsto na legislação”, completou Bruno.

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