Os deputados estaduais aprovaram em segundo turno, nesta quarta-feira (25), o reajuste salarial de 5,4% para servidores do estado de Minas Gerais. A medida vale para o vencimento básico dos servidores públicos civis e militares da administração direta e indireta do estado, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.
O aumento é superior à inflação acumulada no ano de 2025 (4,26%). De acordo com o Governo de Minas, aproximadamente 673 mil servidores serão contemplados com a recomposição. A estimativa é que o impacto financeiro seja de R$ 260,9 milhões mensais e R$ 3,4 bilhões anuais.
Ao todo, seis projetos de lei sobre revisão salarial para diversas categorias dos servidores estaduais foram aprovados pelos parlamentares na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Os projetos tramitam rapidamente e devem ser aprovados e sancionados até 4 de abril, 180 dias antes das eleições. Este será o terceiro reajuste geral concedido por Zema em oito anos de mandato, visto que ele formalizou a medida antes de renunciar ao cargo de governador.
O reajuste foi recebido com insatisfação por algumas categorias, especialmente pelos servidores da educação, que estão em greve, do meio ambiente e da segurança pública.
Governo nega recomposição salarial maior para servidores da segurança pública
Policiais civis, militares e penais, bombeiros e agentes socioeducativos cobram recomposição salarial das perdas inflacionárias estimadas em 52,33%, acumuladas entre 2015 e 2025.
Estes servidores da área de segurança pública tiveram a recomposição salarial diferenciada negada pelo Governo de Minas, na manhã dessa terça-feira (24), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Logo no início da audiência, foi anunciada a impossibilidade de atender à demanda. “Neste momento, o que o governo entende que consegue fazer são os 5,4% já anunciados como revisão geral para todos”, disse Caio Campos, subsecretário da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
A resposta foi recebida com indignação pelos participantes da audiência.
O deputado Sargento Rodrigues (PL) questionou declarações recentes de Romeu Zema (Novo) de que a segurança pública no Estado vive um bom momento. “O dinheiro que está comprando armas e equipamentos são de emendas parlamentares e o governo continua divulgando que está investindo”, contestou.
Para o Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindep-MG), o percentual aprovado representa um desrespeito com toda a categoria policial civil e demais profissionais da segurança pública. O sindicato afirma que os policiais vêm enfrentando há anos a corrosão salarial, o déficit de efetivo e condições cada vez mais desafiadoras de trabalho.
