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Vereadores aprovam acordo coletivo dos servidores, mas demonstram preocupação

O acordo prevê reajuste salarial de 6% e ampliação de benefícios aos servidores municipais, mas algumas cláusulas geraram dúvidas e críticas na Câmara Municipal

Vereadores aprovam acordo coletivo dos servidores, mas demonstram preocupação
Câmara de João Monlevade aprova acordo coletivo com reajuste salarial e ampliação de benefícios aos servidores municipais. Foto: Kinderlly Brandão

Durante a reunião realizada nessa quarta-feira (20), os vereadores da Câmara Municipal de João Monlevade aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre o Município e o Sintramon.

O texto aprovado assegura a manutenção de benefícios já conquistados pelos servidores municipais e estabelece avanços importantes para a categoria, entre eles:

  • reajuste salarial de 6% sobre os vencimentos vigentes em 28 de fevereiro de 2026, com efeito retroativo a 1º de março deste ano;
  • reajuste do vale-alimentação para R$ 725,00;
  • retorno de férias fixado em R$ 1.376,00;
  • manutenção do Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) até a data-base de 2027.

O acordo foi construído após diversas reuniões entre representantes do Município e do sindicato, tendo suas cláusulas debatidas, votadas e aprovadas em Assembleia Geral da categoria.

Os reajustes e benefícios serão implementados no âmbito da Prefeitura, dos órgãos da administração indireta e também da Câmara Municipal, beneficiando cerca de 2800 servidores públicos.

Para garantir que o pagamento aos servidores fosse feito ainda no mês de maio, os vereadores aprovaram um requerimento, apresentado pela vereadora Maria do Sagrado (PT), para que o projeto fosse votado em segundo turno ainda na reunião. Com isso, o projeto foi aprovado por unanimidade.

Vereadores demonstram preocupação

O vereador Belmar Diniz (PT) destacou os benefícios mantidos no acordo, porém demonstrou preocupação com a situação dos servidores afastados, que deixarão de ter alguns vencimentos garantidos, embora irão receber compensação com vale-alimentação em dobro. Sobre o cartão alimentação, ele reconheceu que houve melhorias, mas pediu que sejam analisados um reajuste melhor no benefício.

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Em sua fala, Revetrie Teixeira (MDB) defendeu uma participação mais ativa da categoria nas discussões sindicais. Servidor concursado, o vereador afirmou reconhecer o papel do sindicato, mas ponderou que algumas pautas importantes para os trabalhadores não têm recebido a devida atenção. Ele ainda criticou o que considera um enfraquecimento da representação local após a regionalização do sindicato e citou demandas que, segundo ele, deveriam ser mais debatidas, como a situação das monitoras, a entrega de brindes aos servidores e a revisão das diárias de viagem dos motoristas da Prefeitura.

Bruno Cabeção (Avante) também chamou atenção para a necessidade de acompanhar de perto o cumprimento de alguns pontos do acordo, especialmente trechos que tratam sobre o plano de cargos e salários e concurso público, para evitar que promessas não sejam efetivamente executadas.

Por sua vez, Vanderlei Miranda (Podemos) informou que a comissão encaminhou ofício ao Executivo solicitando esclarecimentos sobre os impactos das novas regras para servidores afastados nos anos de 2024 e 2025, destacando que o tema ainda precisa ser melhor analisado pela Casa.

O vereador Leles Pontes (Republicanos) informou que participou de algumas reuniões de negociação. Ele defendeu melhorias para professores, monitores e servidores contratados, além de sugerir que o município acompanhe discussões nacionais sobre igualdade de tratamento entre contratados e efetivos.

Em sua fala, Sinval da Luzitana (PL) criticou as mudanças nas regras relacionadas aos servidores afastados. Segundo ele, em acordos anteriores firmados entre Prefeitura e sindicato, os trabalhadores continuavam recebendo seus salários até a conclusão das perícias médicas, sem necessidade de devolução dos valores em alguns casos.

Carlinhos Bicalho (PP) falou de demandas apresentadas por servidores de diversas secretarias, especialmente relacionadas à defasagem salarial e à necessidade de valorização dos profissionais. Também manifestou preocupação com as regras para servidores afastados, afirmando que a substituição de parte dos benefícios por vale-alimentação gerou dúvidas e deve ser melhor discutida.

Thiago Titó (MDB) ressaltou que diversas categorias do serviço público ainda enfrentam defasagens salariais e dependem de reajustes e complementações anuais dentro dos acordos coletivos.

Em sua fala, Alysson Enfermeiro (Avante) chamou atenção especial para as condições de trabalho dos auxiliares de necropsia, que, segundo ele, enfrentam dificuldades relacionadas à segurança, higiene e falta de materiais adequados para o desempenho das funções. Alysson também mencionou a insatisfação de servidores do setor de meio ambiente e defendeu que o Executivo busque melhorias para a categoria. Por outro lado, ressaltou avanços na área da enfermagem, afirmando que o município tem garantido reajustes acima do piso salarial nacional.

A vereadora Maria do Sagrado (PT) enfatizou a importância das cláusulas sociais mantidas no acordo, como horas extras, vale-transporte e equipamentos de proteção individual, afirmando que as medidas representam valorização e melhores condições para os servidores municipais.

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