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Vereadores apontam desordem e criticam pré-carnaval de João Monlevade

Casa de Cultura vira alvo de críticas sobre supostos gastos excessivos, desorganização, músicas "indecentes" e irregularidades no edital do Esquenta Monlé; saiba mais

Blocos no pré-carnaval de João Monlevade
Pré-carnaval na região central de João Monlevade. Foto: Kinderlly Brandão

Vereadores de João Monlevade se manifestaram com críticas negativas sobre a Casa de Cultura e o pré-carnaval Esquenta Monlé, realizado no último fim de semana.

Na reunião ordinária dessa quarta-feira (11), alguns parlamentares apontaram supostos gastos excessivos, falta de organização do evento, músicas indecentes e irregularidades no edital do pré-carnaval.

O vereador Sinval da Luzitana (PL) questionou o gasto de dinheiro público para um carnaval que, segundo ele, “não teve responsabilidade no tipo de música que tocou, desrespeitando a dignidade das famílias”.

Revetrie Teixeira (MDB) reforçou a "insatisfação da maioria das pessoas de bem com o evento na Praça do Povo, distinguindo-o positivamente do pré-carnaval na Castelo Branco, que foi um sucesso".

Ele também criticou a diretora da Casa de Cultura, Nadja Lirio, alegando que ela não ouve ninguém e que suas ações estão prestes a prejudicar o prefeito. O vereador ainda sugeriu a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Casa de Cultura, caso não haja respostas sobre a desordem no centro da cidade.

Revetrie cogitou a abertura de uma CPI. Foto: Kinderlly Brandão

Mais tarde, o vereador Vanderlei Miranda (Pode) afirmou que a responsável pela Casa de Cultura infringiu o edital do pré-carnaval ao mudar o que foi planejado. Ele descreveu o evento na Praça do Povo como uma "bagunça" que prejudicou as pessoas próximas e foi "absurdo". 

O vereador Leles Pontes (Republicanos) elogiou os blocos Tineca e Bloco da Saudade pelo "bom carnaval" que proporcionaram, especialmente às famílias.

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Pré-carnaval no final da Avenida Castelo Branco. Foto: Kinderlly Brandão

Em outro momento, o vereador Vanderlei Miranda detalhou que foram disponibilizados R$ 230 mil para os blocos, mas que o edital (item 9) previa o pré-carnaval apenas em trecho da Avenida Castelo Branco, além do carnaval perto da igreja Nossa Senhora Perpétuo Socorro e na igreja São José Operário, não incluindo a Praça do Povo ou a Avenida Wilson Alvarenga. Segundo ele, o que aconteceu nesses dois locais foi uma “aberração”.

Polícia Militar intervém no fim do pré-carnaval

Após o encerramento do som oficial do pré-carnaval de João Monlevade no último domingo (08), alguns participantes se deslocaram para outro ponto da Avenida Wilson Alvarenga, onde usaram som não autorizado. Isso interditou a via nos dois sentidos e prejudicou o fluxo de veículos.

Os policiais intervieram e orientaram os envolvidos sobre a necessidade de desligamento do som e liberação da avenida. Parte dos participantes ficaram exaltados e arremessaram garrafas em direção aos policiais.

Visando restabelecer a ordem, os policiais usaram spray de pimenta e balas de borracha pra dispersar os indivíduos e controlar a situação.

Logo depois, as atividades foram encerradas e o fluxo na avenida voltou ao normal.

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