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Sinval leva fala de Lula retirada de contexto para a Câmara de João Monlevade; Maria do Sagrado rebate

Vereador do PL criticou declaração do presidente da República em vídeo que circulou nas redes sociais; vereadora do PT classificou interpretação de Sinval como ignorante; entenda o caso

Sinval leva fala de Lula retirada de contexto para a Câmara de João Monlevade; Maria do Sagrado rebate
Vereador Sinval (da oposição) e vereadora Maria do Sagrado, que atua como líder de governo e procuradora da mulher na Câmara. Fotos: reprodução/YouTube

O vereador Sinval Dias (PL) levou à tribuna da Câmara de João Monlevade uma fala do presidente Lula que repercutiu nas redes sociais e no YouTube esta semana.

Durante um comício em Belém (PA), o presidente Lula abordou a resistência masculina em realizar exames preventivos de próstata. O presidente disse: "O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito".

Nas redes sociais, a fala de Lula circulou após ser retirada de contexto e associada à conotação sexual ou abuso infantil.

Ao dizer que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”, Lula se referiu ao acompanhamento médico preventivo. Posteriormente, ele admitiu que usou uma frase inadequada e que pretendia exaltar a coragem feminina na prevenção de doenças.

Na Câmara de Monlevade, Sinval manifestou seu repúdio quanto à fala de Lula. “Isso que o presidente falou é tentar destruir a família”, disse Sinval.

Em resposta, a vereadora Maria do Sagrado (PT) se referiu ao vereador com o termo “ignorante”, argumentando que Sinval teria feito uma leitura política equivocada e não teria compreendido o contexto do que foi dito pelo presidente. Em seu posicionamento, a vereadora defendeu que a crítica ao colega não era pessoal, mas sim uma reação à leitura política do momento.

Posteriormente, o vereador Marquinhos Dornelas utilizou seu tempo de fala para defender Sinval e criticar a postura de Maria do Sagrado.

O vereador Sinval argumentou que sua intenção, ao trazer o vídeo, era demonstrar respeito às crianças e repudiar falas que, em sua interpretação, seriam desrespeitosas e incentivadoras de comportamentos indevidos. Segundo ele, as declarações do presidente seriam indefensáveis.

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No âmbito judicial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi acionado pela coligação de Lula, que apontou descontextualização da fala do candidato. O TSE determinou a remoção, das redes sociais, do conteúdo que associava a declaração do presidente a crimes sexuais contra crianças . A ministra Estela Aranha destacou que a desinformação eleitoral também pode decorrer da distorção de uma frase real para alterar o sentido do que foi dito.

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