A Prefeitura de João Monlevade contratou a empresa Soluções em Trânsito Km Zero Ltda para estudar a implantação do sistema de estacionamento rotativo pago na região central da cidade. O valor do contrato é R$ 59.900,00.
O objetivo principal do estudo é ajudar a prefeitura a avaliar a viabilidade e definir uma solução técnica, operacional e economicamente mais adequada para a implantação do rotativo. Assim, a empresa deverá prestar o serviço de consultoria e planejamento, elaborando documentos preparatórios para embasar uma eventual futura licitação.
O prazo máximo para a execução do serviço é de 60 dias corridos, contados a partir da emissão da ordem de serviço.
Ao longo dos próximos meses, a empresa contratada deverá mapear a situação atual do estacionamento público na cidade, realizando cadastramento de vias, inventário do número de vagas e pesquisas de ocupação, rotatividade e tempo de permanência. Também deverá analisar a circulação viária, dimensionar as áreas de abrangência, definir parâmetros operacionais e elaborar projetos de sinalização de trânsito.
Após a conclusão dos 60 dias e aprovação dos estudos, a empresa contratada deverá prestar suporte técnico durante o processo licitatório e por seis meses após a efetiva implantação do sistema de rotativo, sem custos adicionais.
Vereadores pressionam
O debate sobre o estacionamento rotativo e a mobilidade urbana em João Monlevade mobilizou alguns vereadores na reunião na Câmara Municipal na última quarta-feira (23).
O Vereador Alysson Enfermeiro (Avante) exibiu um cartaz de protesto escrito "Rotativo Já" no plenário. Ele relatou que, a partir das 8h da manhã, torna-se impossível encontrar vagas para estacionar nas avenidas centrais de João Monlevade, o que sufoca os comerciantes locais. Segundo relatado, consumidores desistem de parar para comprar em padarias, farmácias e lojas devido à ocupação contínua das vagas por veículos que permanecem estacionados o dia todo.

Relembre
Na quarta-feira passada, Thiago Titó (MDB) lembrou das falhas contratuais da empresa que prestou o serviço de estacionamento rotativo desde 2016 em João Monlevade, em que houve quebra de contrato e problemas na fiscalização.
No início de 2023, a Prefeitura de João Monlevade encerrou o contrato com a empresa Ti.Mob.
A decisão foi tomada porque a empresa não cumpriu algumas regras e obrigações estabelecidas no contrato, como a retirada de monitores, a não implantação de equipamentos necessários para a monitoração das vagas de estacionamento, atrasos nos repasses financeiros estabelecidos, entre outros.

Desde então, como não há operação de rotativo ativo, a ocupação das vagas nas ruas centrais é livre, sendo gerenciada apenas pelas regras gerais de trânsito.
Os vereadores defenderam que, se o rotativo retornar, ele precisa ser bem elaborado, eficaz e coerente para não repetir transtornos passados.
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