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Governo Laércio considera conter despesas após queda na arrecadação em João Monlevade

O município não está arrecadando o valor previsto. A prefeitura registrou um déficit acumulado de R$ 19,53 milhões de janeiro a agosto de 2026; entenda a situação

Governo Laércio considera conter despesas após queda na arrecadação em João Monlevade
Foto: Kinderlly Brandão

O governo de Dr. Laércio Ribeiro (PT) está considerando adotar medidas de contenção de despesas diante da queda de arrecadação em João Monlevade.

O município registrou um déficit de arrecadação de R$ 19,53 milhões até agosto de 2026. Conforme projeção da prefeitura, o município poderá encerrar o ano com uma receita cerca de R$ 50 milhões abaixo da estimativa inicial. A previsão orçamentária para todo o ano era de R$ 533 milhões.

Durante a audiência pública de gestão fiscal, que aconteceu nessa segunda-feira (28), na Câmara Municipal, a equipe técnica da prefeitura detalhou a situação.

A economista da Prefeitura de João Monlevade, Érica Rabelo, informou que a publicação oficial de um decreto de contenção de gastos está sendo analisada internamente, e não é descartada caso a queda de receitas se aprofunde no último quadrimestre do ano.

Também foi informado que os secretários municipais vêm operando com maior rigor e restrição, limitando novos pedidos de compras e contratações apenas ao que for essencial para o funcionamento da administração municipal.

Audiência pública apresenta cenário das contas municipais no segundo quadrimestre de 2026.
Audiência pública apresenta cenário das contas municipais no segundo quadrimestre de 2026. Foto: divulgação/CMJM

Os dados foram apresentados pelo servidor da Secretaria Municipal de Fazenda, Adilson Arlindo Carlos, juntamente com a secretária de fazenda, Karine César, a economista Érica Rabelo e a controladora interna do município, Angélica Drumond. A audiência contou com a presença do presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Vanderlei Miranda e de outros vereadores.

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Por que a arrecadação caiu?

Segundo Érica, a queda na arrecadação do município até o segundo quadrimestre de 2026 é explicada principalmente pela frustração de receitas nas transferências do governo estadual e federal e pelo cenário econômico adverso em nível nacional.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é o tributo que registrou a maior queda em relação ao planejado. Foram arrecadados R$ 53,32 milhões frente a uma previsão de R$ 67,59 milhões, gerando um déficit de aproximadamente R$ 14 milhões.

A equipe técnica do município destacou que a retração é reflexo de um cenário econômico desfavorável em todo o país, que afeta a arrecadação de diversos municípios brasileiros.

Como a arrecadação própria e as transferências livres (como ICMS e FPM) sofreram as maiores perdas, o governo passa a priorizar o uso de verbas carimbadas e convênios (como a verba do CFEM) para custear obras e serviços específicos, preservando o caixa do tesouro municipal.

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